Corpo mole: Relatório da Sesau indica baixa produtividade de médicos

Saúde

Em resposta ao Ministério Público Estadual, que investiga a causa de longas e demoradas filas na rede de saúde de Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) aponta que o número de atendimentos realizados pelos médicos plantonistas, abaixo da média, é a raiz do problema enfrentado pelos que precisam da saúde pública.

A média de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) é de 15 por plantão de cada médico, enquanto resolução do Conselho Federal de Medicina aponta que o desejável era de que fossem realizados 36 atendimentos por plantão.

“O relatório de produtividade dos médicos já foi encaminhado para o Ministério Público Estadual. Agora, depende de eles verificarem esta realidade para ajudar a tomar alguma medida”, explicou o secretário de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela.

Segundo ele, quase todas as ações que o município poderia implantar para aumentar a média de atendimentos já foram feitas.

“Isso também mostra que, das nossas 10 portas de atendimento de urgência e emergência (UPAs e CRSs), a maioria tem um baixo fluxo, o que não explica a longa espera por consulta”, complementou.

Relatório da Sesau indica que a distribuição dos atendimentos entre os médicos não é uniforme. Há médicos com altíssima produtividade, que em agosto não atenderam menos que 30 pacientes por plantão, enquanto outros profissionais mantêm quantidade de atendimento três vezes menor.

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